Terça-feira, 03 de Junho de 2008

Bem-vindos!

Olá, caro visitante! este é um blog que criei para alojar na web os artigos que publiquei na coluna Reflexões de um Estudante do jornal cabo-verdiano Artiletra. Colocarei aqui online os artigos publicados até a edição imediatamente anterior à mais recente.

A última edição do artiletra nas bancas foi a nº 85, na qual publiquei o artigo RAP. Aqui no blog, portanto, estão disponíveis os artigos publicados nas edições 84 e anteriores.

Obrigado pela visita, e boa leitura!

Waldir

Anúncio: Acabo de completar o processo de arquivamento de todos os meus artigos já publicados nesta coluna, desde o primeiro, em 2002. Levou algum tempo porque tive que re-digitar os artigos que por uma razão ou outra eu só tinha as versões em papel. É com prazer portanto que anuncio que o arquivo está agora COMPLETO e pode ser consultado para qualquer artigo já publicado por mim no Artiletra. Enjoy!

 

Escrito por Waldir Pimenta em 18:21:23 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

RAP

(Publicado no Artiletra nº 85, de Novembro/Dezembro de 2007)

Quando primeiramente me sugeriram escrever sobre poesia, a minha primeira reacção foi de retracção. Fiquei extremamente apreensivo e quase desconsiderei a ideia. Afinal, que sei eu de poesia? Eu que praticamente não leio poesia, e que apesar de ter feito uma ou duas incursões na escrita nesse campo, nada de jeito produzi…

Mas depois de uns dias a pensar esporadicamente no assunto, acabei por decidir tomar em mãos tal desafio, ao dar-me conta que afinal sei mais do que eu próprio pensava sobre poesia.

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Escrito por Waldir Pimenta em 02:02:20 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Abaixo a esmola!

(Publicado no Artiletra nº 84, de Julho/Agosto de 2007)

Sim, título polémico, já sei. Mas como também já sabe quem me é fiel, eu já me explico.

Ora bem, o que quero realmente dizer com essa frase? Sim, sou contra a esmola (apesar de dar quando ma pedem – afinal não tenho um coração de ferro…), mas porquê a abomino?

Já ouviram certamente falar no ditado chinês que diz “Dá a um homem um peixe e alimentá-lo-ás por um dia. Ensina-lhe a pescar e alimentá-lo-ás pelo resto da vida.” Por esta altura presumo que a maioria dos leitores tenha percebido onde quero chegar. De facto, considero (e penso que isso é evidente) que esmolas têm um papel nocivo, já que apenas viciam as pessoas que delas precisam, sem nunca ter o potencial de lhes ajudar a sair do fundo do poço em que se encontram.
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Escrito por Waldir Pimenta em 02:05:21 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

O Paradoxo da Perfeição

(Publicado no Artiletra nº 83, de Junho de 2007)

O ser humano é um insatisfeito incorrigível. Só Deus mesmo, com a sua infinita paciência, para tentar nos agradar. Ou talvez, precisamente por nunca estarmos satisfeitos, ele não tente nos agradar de todo. Daí se dissipa o paradoxo da infinita bondade divina em coexistência com os males do mundo. Sem desígnios ocultos. Simplesmente, se não houvesse guerras, nem fome, nem morte, nós simplesmente iríamos reclamar das maçãs serem muito doces, ou de viver eternamente ser tão enfadonho.

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Escrito por Waldir Pimenta em 02:28:43 | Link permanente | Comments (1) |

Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Um Declive Desajustado

(Publicado no Artiletra nº 82, de Março/Abril de 2007)

Olá, amigos, é um prazer estar de novo na vossa companhia!

Decerto devem estar curiosos sobre o tema que iremos abordar hoje, quanto mais não seja pela falta de clareza habitual (e propositada, heheh) dos títulos com que encabeço as nossas conversas...

Ora bem, fazendo jus ao nome da coluna, resolvi descer um pouco das divagações fantasiosas do costume e regressar, como aliás faço (ou tento fazer) periodicamente, ao tema do ensino.

Desta feita, gostava de partilhar convosco um diálogo que desenvolvi com um colega meu, cá na universidade. Estava eu a inquiri-lo sobre os seus progressos e eventuais dificuldades, ao que ele me responde que são maiores que no 12º. Eu replico logo que não obstante, o estudo em níveis mais avançados acaba por ser mais agradável, pois supostamente o estreitamento das áreas de estudo condiz com os interesses do estudante, que se sentiria potencialmente mais motivado para aprender.

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Escrito por Waldir Pimenta em 13:07:02 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, 30 de Dezembro de 2006

O Regresso dos que Nunca Foram

(Publicado no Artiletra, nºs 80, de Dezembro de 2006, e 81, de Janeiro de 2007)

Saudações natalícias, caríssimo leitor! Título estranho, não achas? Também eu, mas desconfio que se continuarmos lendo, mais abaixo havemos de compreender o porquê de tão insólita denominação para o presente artigo. Alinhas? Então adiante!

— o —

Antes de começar, devo referir que estive em Abril deste ano num encontro de estudantes africanos em Portugal, que se realizou no Porto, graças à iniciativa das associações de estudantes africanos do Porto e da fundação Portugal-África, encontro esse que não só foi excelente em organização, mas que acima de tudo produziu frutos notáveis, graças à divisão dos participantes em grupos de trabalho, que depois das palestras e debates, se reuniram para produzir vários documentos de recomendações, por forma a fornecer uma ponte que permitisse que as conclusões atingidas dentro do encontro possam “transbordar” para diversas entidades, e assim dar um maior sentido de utilidade e de rendimento ao encontro que de outro modo seria quase estanque (como aliás são muitos dos encontros, workshops — ou lá o que queiram chamá-los — que constantemente se realizam).

Dessas conclusões e recomendações daí provenientes, duas me chamaram particularmente a atenção, e com base nelas (v. referências em rodapé) dissertarei um pouco neste artigo acerca da epidémica Fuga de Cérebros que tem atingido o nosso amado arquipélago.

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Escrito por Waldir Pimenta em 07:42:37 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

O Trabalho Desdignifica o Homem (?)

(Publicado no Artiletra nº 79, de Novembro/Dezembro de 2006)

Uma das perguntas mais difíceis de se responder é o quanto vale o trabalho de uma pessoa. O senso comum diz-nos que alguém que estuda muitos anos para aprender o seu ofício merece ganhar mais que outro que esteve esse tempo a trabalhar, ganhando dinheiro e experiência. No entanto médicos e professores são muitas vezes mal pagos, enquanto empresários autodidactas montam um negócio e fazem sucesso financeiro. Por outro lado também percebemos que um mineiro ou bombeiro têm trabalhos fisicamente esgotantes e perigosos, e que também deveriam ser recompensados pelos riscos que correm. E no entanto, mais uma vez, na escala de salários aparecem abaixo de empregos chamados "de colarinho", em que pessoas de fato e gravata ganham dinheiro "sentadas" como por vezes se diz. Há ainda o caso dos operadores de fábrica, varredores de rua, etc., cujo trabalho é desgastante por ser repetitivo, e ainda assim recebem salários míseros. Isto tudo não parece fazer muito sentido. Estará o nosso senso comum viciado de alguma forma? Será o sistema de mercado capitalista injusto? De qualquer das formas, haverá sempre trabalhos mais bem pagos que outros, portanto uma análise mais aprofundada é necessária para uma visão mais concreta do sistema.

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Escrito por Waldir Pimenta em 08:12:54 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

Wikificar a Sociedade

(Publicado no Artiletra nº 78, de Outubro/Novembro de 2006)

Caríssimo leitor:

1. Introdução à Wikificação

É com imenso prazer que retorno à tua companhia, para conversarmos mais um pouco vagueando pelas nuances reflexivas nas quais a mente humana se debruça...

O título deste artigo pode parecer estranho, para os que nunca ouviram falar em wikis (coisa que aos poucos se vai tornando raro acontecer...). Farei um pequeno resumo dessa filosofia.

"Wiki" deriva de uma palavra havaiana que significa "rápido". Foi usada pelo programador Ward Cunningham para cunhar um software que desenvolveu que permite aos visitantes de um site na internet o alterarem em tempo real, criando assim uma intensa interactividade antes desconhecida na internet.

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Escrito por Waldir Pimenta em 22:14:55 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Teoria da Popularidade

(Publicado no Artiletra nº 77, de Maio/Junho de 2006)

Tenho reparado ao longo da minha vida que a sociedade tende a reprimir diferenças entre os seus indivíduos. Reflectindo a insegurança e egoísmo naturalmente humanos, é esperado que as pessoas sejam todas do mesmo nível. Ok, isto foi um eufemismo: na verdade o que as pessoas querem é que todos os outros sejam iguais ou inferiores a elas próprias. De preferência inferiores.

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Escrito por Waldir Pimenta em 03:52:06 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

Dividir Para Avaliar

(Publicado no Artiletra nº 76, de Fevereiro de 2006)

Bem-vindo, caros leitores, a mais um trecho da nossa jornada reflexiva, a qual aqui partilho convosco de bom grado, sempre aberto a novas ideias*. Resolvi regressar mais uma vez ao troço do caminho que passa pelas grandes questões do ensino, que, como estudante que sou, desperta um interesse especial em mim.

Desta feita gostava de aqui exprimir uma opinião que tenho vindo a defender, no tocante à avaliação. Vários métodos têm sido implementados, nenhum com eficiência perfeita, certamente, mas alguns têm prevalecido, nomeadamente os testes escritos. Ora, devido a vários factores que adiante exporei, penso que existe alguma inexactidão potencial numa avaliação em que esses testes tenham um grande peso na nota final. Na verdade, direi mesmo que qualquer avaliação em que um método tenha um peso substancialmente superior aos outros tem uma maior probabilidade de ser injusta (errónea).

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Escrito por Waldir Pimenta em 15:54:07 | Link permanente | Comments (0) |